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Convicção do Espírito Santo
01/06/2026
Ao pensar no distanciamento em relação à esposa, ele sabia que estava errado. Tinha sido ríspido e duro, dizendo palavras das quais se arrependia. Logo em seguida veio o pensamento: “Mas ela não mereceu, ao menos um pouco?”
Essa maneira de pensar é familiar para você? É fácil sair do remorso e começar a justificar pensamentos e atitudes. Nem sempre é simples pedir perdão, mas isso é essencial para restaurar ou fortalecer qualquer relacionamento.
Isso também ocorre entre nós e Deus. Muitas vezes, o Espírito Santo traz à mente os pecados que cometemos. O coração se comove com esses chamados, mas é fácil abafar a voz mansa e suave quando começamos a justificar o nosso modo de agir. Uma das funções do Espírito Santo é convencer o mundo do pecado (Jo 16:8). Que dom extraordinário (Lc 11:13)! Precisamos desse convencimento para reparar o distanciamento que pode se infiltrar em nossa caminhada com Ele.
Reflita também sobre o papel do Espírito Santo no processo de nos enxertar novamente na Videira (Jo 15:4). “Muitas vezes nos entristecemos porque nossas más ações nos trazem desagradáveis consequências; mas isso não é arrependimento. A verdadeira tristeza pelo pecado é o resultado da atuação do Espírito Santo. Este revela a ingratidão da alma que menosprezou e ofendeu o Salvador, levando-nos contritos ao pé da cruz. Jesus é ferido novamente por todo pecado; [...] choramos pelas transgressões que Lhe trouxeram angústia. Tal pranto levará à renúncia do pecado” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 233).
A verdade é que não crescemos no relacionamento com Deus quando pecados acariciados se interpõem entre nós e Ele. Todos pecamos, mas podemos – e devemos – nos arrepender quando o Espírito Santo nos convence (Ef 4:30).