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Sem imposição, mas com poder

15/06/2026

Você já se perguntou como Jesus mantinha disposição para trabalhar, curar, consolar, pregar e ensinar tanta gente, dia após dia? Lemos que, “ao ver as multidões, Jesus Se compadeceu delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9:36). O amor e a compaixão de Jesus pela humanidade impulsionavam Seu ministério. Igualmente, o amor de Deus em nós deve nos constranger a sentir o peso de conduzir pessoas a Ele (2Co 5:14).

Você já olhou para rostos anônimos em meio à multidão, pensando na vida eterna dessas pessoas e se perguntando se elas conhecem Jesus? Ao perceber as necessidades de um desconhecido, você já sentiu aquilo que só pode ser o amor de Deus em você? Esse amor nos leva a sentir a responsabilidade de guiar vidas até Ele. Jeremias expressou isso ao dizer: “Mas, se eu digo: ‘Não O mencionarei nem mais falarei em Seu nome’, é como se um fogo ardesse no meu coração, retido nos meus ossos. Estou exausto tentando contê-lo; não posso mais!” (Jr 20:9, NVI).

Entretanto, ao compartilhar nossa fé com outros, jamais devemos tentar forçar alguém a aceitar a Deus ou a verdade bíblica. A imposição é contrária ao caráter divino. Deus não obrigou Adão e Eva a ficarem longe da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:16, 17). Não forçou pessoas a entrarem na arca para serem salvas do dilúvio (Gn 7:1). Não obrigou Israel a ser fiel à aliança (Dt 4:29-31). Em vez disso, Jesus atendia às necessidades das pessoas (Mt 4:23-25) e depois convidava: “Siga-Me.” Jesus nunca forçou ninguém a segui-Lo ou a aceitar Sua verdade – e, ainda assim, nunca desiste de nós (Mt 23:37).

Em nosso testemunho, devemos imitar o exemplo de Jesus. Ellen White afirma: “Não faz parte da missão de Cristo obrigar as pessoas a recebê-Lo. Satanás e pessoas movidas por seu espírito é que buscam forçar a consciência. [...] Não há maior evidência de que possuímos o espírito [ou seja, o caráter] de Satanás do que a disposição de causar dano aos que não valorizam nossa obra ou agem contrariamente às nossas ideias” (O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 391).

Devemos permitir que Deus nos faça instrumentos de Sua obra. O mundo pode rejeitar a verdade, mas isso não deve nos impedir de compartilhá-la com sabedoria e amor. Às vezes, o testemunho pessoal terá maior peso, especialmente nos primeiros contatos (Ap 12:11).