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Aprisionados pelo orgulho

12/04/2026

Orgulho. Quando você lê essa palavra, talvez pense em um líder político arrogante, em alguém rico ou famoso, ou até mesmo em um pavão. Orgulho é a sensação de que somos melhores ou mais importantes do que os outros. De fato, o orgulho é um sentimento – e não podemos nem devemos confiar nele.

O orgulho teve início em Lúcifer, o querubim cobridor, que servia a Deus de perto. Não sabemos exatamente quando ou como pensamentos egoístas surgiram em seu coração, mas sabemos que foi esse tipo de atitude que lançou o Universo no que hoje chamamos de grande conflito. O caráter de Satanás se tornou o oposto do caráter de Deus (compare Is 14:12-14 com Fp 2:5-11). Como resultado disso, o mundo tem sofrido as consequências do pecado, desde o momento em que Satanás plantou dúvidas na mente de Adão e Eva e os levou a amar a si mesmos e a confiar mais no eu do que em Deus.

O orgulho pode ter algum lado positivo? Talvez não no sentido mais comum da palavra. Às vezes, usamos esse termo com um tom afetuoso ao expressar admiração pelas conquistas de alguém: “Tenho tanto orgulho de você!” Mas é importante entender que buscar a excelência e reconhecer com gratidão os dons que Deus nos deu não é, por si só, sinal de orgulho.

Além disso, a Bíblia fala de uma forma saudável de amor-próprio. Pense no mandamento citado por Jesus em Marcos 12:31: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.” Mas esse tipo de amor sempre é altruísta. Também não é orgulho reconhecer que temos a presença de Deus em nossa vida e vivemos com um propósito claro (veja 1Tm 3:1). O problema começa quando deixamos de atribuir a Deus a glória por tudo o que Ele realiza em nossa vida.

Por isso, precisamos nos lembrar sempre de que nossos bens, talentos e conquistas não definem o nosso valor. Nosso mérito sempre vem de Deus, porque tudo o que temos, até mesmo aquilo que pode nos tentar ao orgulho, vem unicamente Dele.