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Basta um sinal
17/05/2026
Talvez você já tenha ouvido alguém dizer: “Se eu visse o Mar Vermelho se abrir, o maná cair do céu ou Jesus curar um cego, eu creria.” Ou porventura você mesmo já tenha pensado assim.
Por outro lado, por que deveria ser mais fácil crer hoje do que foi para as pessoas dos tempos bíblicos? Os israelitas não possuíam uma Bíblia completa nem tinham uma longa história do povo de Deus para refletir sobre ela, como nós. Moisés destacou a importância de lembrar a direção e a bondade de Deus (veja Dt 4:7-10; 8:2, 3). Diferentemente deles, nós contamos com 6 mil anos de história bíblica para aprender (veja Jo 20:30, 31).
Cada geração pede um sinal – e a nossa não é diferente –, mas os sinais estão à nossa volta. Em Mateus 24, vemos quantas coisas já se cumpriram e continuam se cumprindo.
Será que discutimos com Jesus e O colocamos à prova como fizeram os fariseus? Fazemos com que Ele “[suspire] profundamente” (Mc 8:12, NVI) por causa da nossa falta de fé, quando Ele já nos deu razões suficientes para crer?
“Esses sinais não eram aquilo de que os judeus necessitavam. Nenhuma prova meramente externa os beneficiaria. A necessidade deles não era de iluminação intelectual, mas de renovação espiritual” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 321). Não seria esse também o nosso caso: necessitados de renovação espiritual, de uma caminhada autêntica, real, passo a passo com Deus? Talvez não precisemos de mais um sinal, porque temos muita luz ao nosso alcance, especialmente em nossa própria Bíblia.
Em vez de fazermos Jesus “suspirar profundamente” por nossa falta de fé, lembremos o que Ele disse a Tomé: “Bem-aventurados são os que não viram e creram” (Jo 20:29; veja também Hb 11:1). Deus não nos pede uma fé cega, pois Ele já nos deu inúmeras razões para crer. E, ainda assim, mesmo com todas essas evidências, sempre há espaço para a dúvida. O segredo é focar o que fortalece a fé, não o que a enfraquece.